Dino exalta casamento de Lula e se mantém calado sobre os problemas do Maranhão

Ex-governador e pré-candidato ao Senado trata de assuntos que não interessam aos maranhenses.

O ex-governador e pré-candidato ao Senado, Flávio Dino (PSB), continua calado em relação aos graves problemas que afligem o Maranhão e, nas redes sociais, ao invés de se colocar em posição de debate-los, permanece exaltando pautas nacionais que, em nada, contribuem com o Estado que ele dirigiu por sete anos e três meses.

Enquanto a criminalidade se alastra – ontem, por exemplo, uma senhora morreu ao se jogar de um coletivo que foi invadido por assaltantes na Estrada de São José de Ribamar, na Grande Ilha de São Luís – e o serviço de ferry-boats permanece sendo oferecido de forma precária aos milhares de maranhenses que, todos os dias, têm que fazer a travessia da capital maranhense para Baixada, e vice-versa, o comunasocialista desvia o foco.

No início desta tarde, Dino resolveu abordar a canção que embalou o casamento do ex-presidente Lula ontem.

“No belo casamento de @LulaOficial e @JanjaLula , o mote principal era “Luar do Sertão”, canção composta pelo grande maranhense Catulo da Paixão Cearense. Na Praça dos Poetas, em São Luís, o homenageamos.”, disse postando uma foto da Praça dos Poetas.

Estudo publicado pela Fundação Getúlio Vargas, divulgado no fim de 2020, apontou as cidades com maior concentração de ricos no Brasil e as mais pobres.

Dos dez municípios que possuem as piores rendas médias, sete estão no Maranhão, quais sejam: Milagres do Maranhão, Turilândia, Primeira Cruz, Jenipapo dos Vieiras, Centro do Guilherme, Matões do Norte e Fernando Falcão.

A população de Fernando Falcão, por exemplo, possui renda média de R$19,89 e patrimônio líquido de R$156,00.

Dentre os Estados, o Maranhão fica na última posição, com renda média de R$ 363,00.

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Foi no governo de Flávio Dino que o IBGE, ano passado, atestou que o Estado lidera o ranking de brasileiros vivendo em extrema pobreza, com 1,4 milhão de pessoas.

O Maranhão é o Estado da Federação que possui maior número de pessoas beneficiadas pelo Auxílio Brasil e que detém a menor taxa de empregos com carteira assinada se comparada ao quantitativo de cidadãos que recebem o benefício de transferência de renda criado pelo governo de Jair Bolsonaro, revelou estudo recente da FGV – IBRE (Instituto Brasileiro de Economia).

Um estudo publicado no Valor Econômico, em 2021, mostrou que o Maranhão é o Estado com maior número de crianças e adolescentes até 17 anos vivendo na pobreza.

De acordo com o levantamento, 69% dos maranhenses nessa faixa etária estão na condição de pobreza, o que coloca o Estado na ponta do ranking negativo.

São por estes e por vários outros motivos que o ex-governador, de todas as formas, continuará se esquivando da discussão que verdadeiramente interessa.

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