Petistas utilizaram as redes sociais, nesta terça-feira, 2, para divulgar mensagens de apoio à presidente da Comissão Provisória do PT no Maranhão, Patrícia Carlos de Sousa Macieira.
Ela foi hostilizada por militantes do partido durante ato de pré-campanha do vice-governador Felipe Camarão realizado em uma casa de eventos no bairro do Calhau, em São Luís, na noite de ontem.
Ao fazer uso da palavra, ao lado do presidente nacional da sigla, Edinho Silva, Patrícia, cujo mandato foi prorrogado, foi vaiada por alguns dos presentes.
“A ação orquestrada contra a presidente mostra o nível de desqualificação política ao qual estamos sendo submetidos. Se o pré-candidato quisesse se diferente desse entorno que o rebaixa todos os dias, deveria ter sido ele o primeiro a repudiar essas vaias”, disse o advogado Luiz Eduardo Braga, presidente do petismo em Chapadinha.
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“Minha solidariedade à companheira Patrícia. Essa hostilidade direcionada a ela é desnecessária, uma vez que lidera a comissão e exerce a presidência. Ela não toma decisões de forma individual; pelo contrário, sempre buscou o diálogo. O que falta para muitos é compreender este momento, que exige mais unidade do que hostilidade. Fica aqui o meu repúdio a esse tipo de atitude. Essa turma que fez isso desconhece a história de Patrícia e seu legado como militante do PT no Maranhão”, pontuou Luan Cunha, presidente da legenda em São Francisco do Brejão.
Ex vice-governador e membro da Comissão Provisória, Washington Oliveira afirmou que Patrícia carrega o simbolismo de ter sido a primeira mulher a assumir a presidência estadual do PT no Maranhão, um marco importante na trajetória do partido e na ampliação da participação feminina nos espaços de liderança política.
“Por isso, as manifestações de hostilidade dirigidas a ela ganham uma dimensão ainda mais preocupante e merecem a reflexão de todos aqueles que defendem a democracia e a igualdade de direitos. A democracia se fortalece pelo diálogo, pela convivência com as divergências e pelo respeito mútuo. Quando uma mulher é constrangida em um espaço político por exercer uma função de liderança, é preciso refletir sobre práticas que ainda reproduzem a misoginia e a tentativa de desqualificar a participação feminina nos ambientes de decisão. Lamento profundamente que esse episódio tenha ocorrido em um evento que se propõe ao diálogo e à construção coletiva. O debate político deve ser firme, mas jamais pode abrir espaço para atitudes que promovam constrangimento, intimidação ou desrespeito”.