A presidente da Comissão Provisória do PT no Maranhão, Patrícia Carlos de Sousa, defendeu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato à reeleição, tenha dois palanques no Estado.
O posicionamento foi dado neste último sábado, 2, após o presidente nacional da sigla, Edinho Silva, em reunião plenária virtual, confirmar o vice-governador Felipe Camarão como pré-candidato do petismo ao Palácio dos Leões.
“O PT é um partido nacional. Se a decisão é de candidatura própria, seguimos. Mas entendo q o centro da nossa tática é a eleição de Lula. Essa é a prioridade. E é natural q tenhamos mais de um palanque nos estados, sobretudo no NE. Eu quero o apoio do Orleans e do governador ao Lula”, disse a dirigente.
O apoio do partido a Camarão foi uma imposição feita a Lula pelo ex-governador e atual ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino.
O vice-governador, de acordo com todas as pesquisas de intenção de voto divulgadas até o momento, aparece em quarto lugar na preferência do eleitorado, bem atrás de Lahesio Bonfim, pré-candidato do Novo, e Eduardo Braide e Orleans Brandão, pré-candidatos do PSD e MDB, respectivamente.
Estes dois últimos polarizam a disputa, sendo que o emedebista vem apresentando crescimento consideravelmente devido a vários fatores, dentre eles o apoio de segmentos variados e por ser o nome para suceder Carlos Brandão (sem partido), governador que possui mais de 60% de aprovação popular.
O próprio Camarão já havia desistido da disputa e almejava, juntamente com seu grupo, chamado de “dinistas”, se aliar a Braide, carimbando uma vaga de Senado e fornecendo indicação do companheiro (a) de chapa do ex-prefeito de São Luís.
Braide não topou a proposta e deu de ombros para o grupo oposicionista.
É um acinte Brandão querer impor o sobrinho dele ao governo para manter a família no poder.