Orleans ou um projeto de sacrifício: As duas opções do PT no Maranhão

Passado o prazo de desincompatibilização e da janela partidária, o PT do Maranhão recalculou a rota e, a partir de agora, só tem dois projetos governamentais a seguir.

Ou desembarca na pré-candidatura ao Governo do emedebista Orleans Brandão, apoiado pelo campo governista do Palácio dos Leões e que aparece nas primeiras colocações, de acordo com todas as pesquisas de intenção de voto divulgas este ano; ou vai para um projeto considerado de sacrifício ao lado do vice-governador Felipe Camarão.

Camarão e outros políticos dinistas, que são aliados do ex-governador Flávio Dino, atual ministro do STF, trabalhavam para levar o petismo, que está federado com PC do B e PV, para a base de apoio da pré-candidatura de Eduardo Braide (PSD).

Pleitevam indicar o companheiro (a) de chapa do ex-prefeito de São Luís e carimbar uma vaga para o Senado, que seria ocupada pelo próprio vice-governador.

Ocorre que estes dinistas foram chutados por Braide, que anunciou uma vice do campo bolsonarista e trabalha nas regiões Tocantina e Sul, neste momento, para enfraquecer e ajoelhar Lahesio Bonfim, pré-candidato do Novo.

A direção nacional do PT já descartou qualquer possibilidade de apoio ao aliado de Gilberto Kassab.

Determinou que Camarão, que aparece em último lugar na preferência do eleitorado, retome a pré-candidatura e a toque até segunda ordem.

Na nacional, é importante destacar, figurões de peso defendem alinhamento com Orleans, dentre eles o ex-ministro Zé Dirceu.

Um fato novo foi a filiação no partido da senadora Eliziane Gama.

Ela foi rejeitada por Braide e não é prioridade no campo governista, que já sinalizou pelas pré-candidaturas senatoriais de André Fufuca (PP) e Weverton Rocha (PDT).

No entanto, a evangélica pode funcionar como uma indicação, por exemplo, para a função de vice do ex-secretário estadual de Assuntos Municipalistas; ou receber a garantia de uma eleição certa para Câmara Federal.

Caso contrário, terá que tentar renovar o mandato em uma chapa encabeçada por Camarão concorrendo ao Governo.

Uma chapa de sacrifício.

Estes, portanto, são os únicos dois caminhos que o petismo maranhense pode seguir.

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