Camarão quer barrar CPI na Justiça

O vice-governador Felipe Camarão, pré-candidato ao Governo pelo PT, ingressou no dia 31 do mês passado, no Tribunal de Justiça do Maranhão, com mandado de segurança objetivando suspender as atividades de uma Comissão Parlamentar de Inquérito instalada na Assembleia Legislativa para investigar denúncias de movimentações financeiras milionárias e atípicas, envolvendo recursos públicos, que pesam contra o petista – reveja e reveja

Conforme noticiou o editor do Blog, o desembargador Sebastião Joaquim Lima Bonfim, relator do caso, em resposta ao pedido, solicitou à Mesa Diretora da Alema informações sobre o colegiado.

A formação da CPI, cuja aprovação aconteceu no dia 25 de março, ocorreu após tornar-se pública investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas do Ministério Público do Estado do Maranhão que resultou em um pedido de afastamento cautelar de Camarão, cujo relator é o próprio Sebastião Bonfim.

Ontem, a Mesa Diretora rejeitou requerimento de autoria do deputado Rodrigo Lago (PSB) através do qual o mesmo buscava atrapalhar o andamento dos trabalhados da Comissão, que realizará nos próximos dias reunião para eleger presidente e vice-presidente.

Pelo Bloco governista Unidos Pelo Maranhão são membros titulares da CPI os deputados Ricardo Arruda (MDB), Ana do Gás (Republicanos), Mical Damasceno (Republicanos), Yglésio Moyses (PRD) e Adelmo Soares (MDB).

Pelo Bloco do PL, o representante é o deputado Aluízio Santos.

O Bloco de oposição, denominado de Parlamento Forte, indicou o próprio Rodrigo Lago.

São suplentes: Carlos Lula (PSB), da oposição; Fabiana Vilar, do PL; e Helena Duailibe (Republicanos), Florêncio Neto (MDB), Kekê Teixeira (MDB), Eric Costa (Republicanos) e Jota Pinto (Republicanos) pelo campo governista.

A Comissão terá como foco principal apurar denúncia contra Felipe Camarão contida em um Procedimento Investigatório Criminal, cuja investigação é de competência do GAECO, no qual o procurador-geral de Justiça, Danilo José de Castro Ferreira, pleiteou ao Tribunal de Justiça do Maranhão o afastamento cautelar do vice-governador do cargo.

A investigação contra o petista teve início a partir de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), órgão vinculado ao Banco Central, apontando para movimentações financeiras atípicas envolvendo Camarão; familiares seus; e servidores estaduais.

De acordo com o Ministério Público, foram identificados mais de R$ 4,6 milhões em créditos além dos rendimentos salariais, além de centenas de depósitos em dinheiro sem identificação de origem e operações fracionadas, prática que pode indicar tentativa de dificultar o rastreamento dos recursos.

A apuração também aponta a existência de uma rede de movimentação financeira envolvendo terceiros, incluindo policiais militares ligados ao gabinete institucional, que teriam atuado como operadores, recebendo valores, fragmentando quantias e realizando repasses em benefício do vice-governador.

Outro ponto destacado no documento diz respeito ao pagamento de despesas pessoais por terceiros, como hospedagens, tributos e outras obrigações, além de transferências diretas e indiretas que envolveriam pessoas próximas ao núcleo familiar.

Há ainda indícios relacionados à aquisição de imóveis de alto valor, que somam cerca de R$ 4,7 milhões, considerados incompatíveis com os rendimentos formais e sem a devida correspondência nas declarações fiscais.

O vice-governador nega as acusações.

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