Líderes petistas ratificam aliança com Brandão e indicam filiação de Iracema Vale para disputar Senado

Representantes de todas as correntes do PT no Maranhão reuniram-se com o governador Carlos Brandão (sem partido), na manhã desta segunda-feira, 26, no Palácio dos Leões, oportunidade na qual ratificaram a aliança com o chefe do Executivo para os pleitos majoritário e proporcional deste ano.

Brandão permanecerá no cargo e apoiará para sua sucessão o secretário estadual de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, do MDB, cuja pré-candidatura já recebeu aval dos líderes maranhenses do partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O governador, inclusive, irá se reunir com presidentes de siglas que apoiam sua gestão ainda esta semana – amanhã, terça-feira, 27, ou sexta-feira, 30 – para confirmar que cumprirá o mandato até 31 de dezembro e que o nome apoiado por ele é o de Orleans.

Participaram da reunião Washington Oliveira; Francimar Melo, Cricelle Muniz; Zé Inácio; Zé Carlos; Genilson Alves, Creuzamar Pinho; Luiz Henrique Lula da Silva; Márcio Jardim; Fernando Silva; Patrícia Carlos de Sousa; e Angela Silva.

Os petistas, unanimemente, indicaram ao governador a filiação ao partido da presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale – que deixará o PSB quando for aberta a janela de transferência partidária – para que ela concorra a uma das duas vagas ao Senado que estarão em jogo.

Iracema foi filiada ao petismo por mais de uma década e deixou a sigla antes da eleição de 2022 por conta de um movimento totalmente equivocado feito por alguns dirigentes que, hoje, defendem o seu retorno.

A parlamentar, que não participou da reunião, ainda não se manifestou sobre o assunto e só o fará depois que tiver uma conversa com o governador e o seu grupo político, além da direção nacional do partido, comandada por Edinho Silva, que convidou Iracema para filiar-se no ano passado.

Os petistas afirmaram ao governador que a filiação de Iracema faz parte das prioridades da legenda que são, além de reeleger Lula presidente, eleger maior quantidade possível de senadores e ampliar suas bancadas na Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados.

O posicionamento dos líderes do PT, vale destacar, é considerado como um verdadeiro banho de água fria nas pretensões do vice-governador Felipe Camarão, que mantém uma pré-candidatura ao Governo que conta com a simpatia de uma parcela pequena da militância e que é sustentada, na verdade, pelo PC do B, PSOL e Rede.

Também é um contragolpe certeiro nos recentes movimentos patrocinados pelo deputado federal Rubens Pereira Júnior, vice-presidente nacional da sigla e que pretende leva-la para uma possível aliança com o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), caso este renuncie para concorrer ao Governo.

Camarão e Rubinho não foram convidados para a reunião.

A decisão dos líderes petistas será comunicada à direção nacional do partido ainda esta semana.

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