Prefeito de Turilândia, 1ª dama e aliados são transferidos para Pedrinhas

Município está sendo comandado interinamente pelo presidente da Câmara Municipal, também detido, em prisão domiciliar, acusado de participação em esquema que desviou R$ 56 milhões dos cofres públicos.

O prefeito Paulo Curió, do município de Turilândia, e a sua esposa, a primeira-dama e pré-candidata a deputada estadual, Eva Curió, foram transferidos para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, na zona rural de São Luís, nesta última quinta-feira, 25, feriado de Natal, após audiência de custódia.

Eles são acusados de liderar esquema criminoso que, segundo investigação do Ministério Público Estadual, desviou dos cofres públicos, ao longo dos últimos cinco anos, cerca de R$ 56 milhões.

Além do prefeito e da primeira-dama, também foram transferidos para penitenciária a ex vice-prefeita Janaina Soares Lima; seu marido, Marlon de Jesus Arouche Serrão, sócio de uma das empresas envolvidas no esquema e que teria recebido mais de R$ 17 milhões; e Wandson Jonath Barros, contador da Prefeitura.

Os cinco, que estavam com prisões preventivas decretadas, se apresentaram na Justiça na quarta-feira, 24.

Antes disso, na segunda-feira, 22, a atual vice-prefeita Tânya Mendes e o seu marido, Ilan Alfredo Mendes; além de cinco vereadores, já haviam sido presos também acusados de envolvimento no esquema.

Vale destacar que outros seis parlamentares tiveram as prisões decretadasse apresentaram na Justiça também na última quarta-feira.

Dentre eles está o presidente da Câmara Municipal, vereador José Luiz Araújo, que está gerindo interinamente o município com a detenção em unidade prisional convertida em prisão domiciliar, a exemplo do que aconteceu com os outros dez edis integrantes do Parlamento.

Paulo Curió e Eva Curió, nos últimos dois dias, sofreram pelo menos três derrotas junto ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) no que se refere a tentar reverter as prisões preventivas.

A primeira-dama, através da sua defesa, já recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

As prisões ocorreram no bojo da Operação Tântalo II, Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão, com o cumprimento de 51 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão.

Em um único alvo, em São Luís, foram apreendidos quase R$ 5 milhões.

As ordens foram expedidas pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, por decisão da desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim.

A ação é um desdobramento da Operação Tântalo, deflagrada em fevereiro deste ano.

De acordo com procedimento investigatório instaurado no Gaeco, há indícios da prática dos crimes de organização criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais, crimes ocorridos desde 2020.

As investigações envolvem as empresas Posto Turi, SP Freitas Júnior LTDA, Luminer e Serviços LTDA, MR Costa LTDA, AB Ferreira LTDA, Climatech Refrigeração e Serviços Ltda, JEC Empreendimentos, Potencial Empreendimentos e Cia Ltda, WJ Barros Consultoria Contábil e Agromais Pecuária e Piscicultura LTDA, além de outras pessoas físicas e jurídicas, servidores públicos, particulares e agentes políticos.

A operação contou com o apoio de promotores de justiça integrantes do Gaeco dos núcleos de São Luís, Timon e Imperatriz, das Polícias Civil e Militar do Estado do Maranhão, além de promotores de justiça do Gabinete e da Assessoria Especial de Investigação do Procurador-Geral de Justiça, do Gaesf (Grupo de Atuação Especial no Combate à Sonegação Fiscal) e das comarcas de Santa Helena, Açailândia, Lago da Pedra, Raposa, Anajatuba, Viana, São Bernardo, Maracaçumé, Pinheiro, Morros, Buriticupu, Bacabal, Vargem Grande, Arari, Imperatriz, São Francisco do Maranhão e São Luís.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *