Presidente da MOB enxerga viés político em recomendação do MPF que retirou de circulação ferry José Humberto

Celso Henrique Borgneth disse ainda que recorrerá na Justiça para que embarcação volte a operar.

O presidente da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB), Celso Henrique Rodrigues Borgneth, em entrevista concedida à Rádio Mirante AM, no início desta tarde, disse enxergar viés político em uma recomendação técnica emitida pelo Ministério Público Federal à Capitania dos Portos para que o ferry-boat José Humberto fosse retirado de circulação.

A embarcação foi trazida pelo governo Carlos Brandão do Pará para operar na baía de São Marcos fazendo a travessia entre São Luís e a Baixada Maranhense. Apesar de ter sido anunciada como nova e de alto padrão, possui mais de 35 anos e só havia navegado em rios. Além disso, antes de ter recebido autorização da Capitania para entrar em operação, teve que passar por várias adequações e reparos na sua estrutura física.

“Não estou acusando, mas o que começa a se demonstrar é que é uma questão política. O problema do governo Brandão é o ferry. Se tirar isso, a oposição vai discutir que pauta? Parece que é uma pauta que não pode ter fim, infelizmente”, afirmou.

O auxiliar de Carlos Brandão disse ainda que, ao contrário do que foi divulgado, inclusive pela promotora de Justiça de Defesa do Consumir, Litia Cavalcanti, o José Humberto não sofreu nenhuma avaria ou pane no motor.

“Houve um problema na bomba d´água que foi resolvido imediatamente. A embarcação está funcionando a oito dias e já fez 24 viagens. Não houve também nada de barco a deriva”.

Celso Henrique Rodrigues Borgneth, em entrevista concedida a TV Mirante, garantiu que ingressará na Justiça com o objetivo de garantir a operação do José Humberto.

Desgovernado – Em entrevista a TV Difusora, exibida ontem, a promotora Litia Cavalcanti fez uma grave denúncia acerca do ferry-boat José Humberto.

Esta semana, uma confusão formou-se no Terminal do Cujupe. Muitas pessoas não puderam adentrar na embarcação. Os motivos, até o momento, não foram explicados pela administração estadual.

A representante do Parquet, ao comentar a situação, disse que chegou a ela informações, inclusive com vídeos, mostrando que a embarcação apresenta problemas e que chegou a ficar desgovernada na baía de São Marcos.

“O Ministério Público Estadual tem um inquérito civil instaurado e toda essa situação a gente está acompanhando. O que que ocorre: eu vi os vídeos, vi as pessoas desesperadas, inclusive pessoas doentes que precisavam vir para cá com urgência, não houve uma das viagens; a gente sabe que esse ferry José Humberto não é adequado para navegar na baía de São Marcos, então a informação que chega a nós é que ele tem tido problemas, inclusive no dia 04 ele ficou parado e houve vídeos desse momento, que chegou a nós, onde ele perde o controle, desgoverna rapidamente. Mas isso é grave, por que a gente está tratando da baía de São Marcos, que tem características próprias. Então, há uma preocupação muito grande”, afirmou.

Veja o vídeo abaixo:

 

 

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