Secretário de Saúde descarta caso de varíola dos macacos em São Luís

O secretário municipal de Saúde de São Luís, Joel Nunes, descartou, nesta quinta-feira, a suspeita de infecção pela varíola dos macacos (monkeypox) na capital maranhense.

O caso suspeito foi detectado em uma criança de cinco anos, que recebeu atendimento médico em uma unidade de saúde e apresentava sintomas da doença.

A criança, vale destacar, cumpriu isolamento domiciliar.

De acordo com Nunes, após avaliação de diagnóstico do Ministério da Saúde, por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde, confirmou-se que o caso não se tratava de infecção pela patologia.

A varíola dos macacos é uma uma doença infecciosa que passa de animais para humanos, causada pelo vírus de mesmo nome. Este vírus é membro da família de Orthopoxvirus, a mesma do vírus da varíola, doença já erradicada entre os seres humanos.

A doença começa com febre, fadiga, dor de cabeça, dores musculares, ou seja, sintomas inespecíficos e semelhantes a um resfriado ou gripe. Em geral, de a 1 a 5 dias após o início da febre, aparecem as lesões cutâneas (na pele), que são chamadas de exantema ou rash cutâneo (manchas vermelhas).

Essas lesões aparecem inicialmente na face, espalhando para outras partes do corpo.

Elas vêm acompanhadas de prurido (coceira) e aumento dos gânglios cervicais, inguinais e uma erupção formada por pápulas (calombos), que mudam e evoluem para diferentes estágios: vesículas, pústulas, úlcera, lesão madura com casca e lesão sem casca com pele, completando o processo de cicatrização.

A varíola dos macacos foi identificada pela primeira vez em 1958 entre macacos de laboratório.

O primeiro caso em humanos foi notificado em 1970, na República Democrática do Congo, e desde então a doença tem sido detectada em países nas regiões central e ocidental da África, sendo considerada endêmica lá, ou seja, com incidência relativamente constante ao longo dos anos.

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