Conselho de Ética da Câmara analisará denúncias contra Josimar de Maranhãozinho

O Conselho de Ética da Câmara Federal, seguindo determinação da Presidência da Casa, instaurou, esta semana, processos disciplinares para apurar denúncias que pesam contra nove parlamentares.

Dentre eles está o deputado federal Josimar de Maranhãozinho, presidente estadual do PL e ainda pré-candidato ao Governo do Estado.

Maranhãozinho foi alvo de operações policiais, sendo uma delas direcionada para apurar o desvio milionário de recursos públicos enviados para Prefeituras maranhenses que possuem vínculo político com o deputado e seus aliados.

Poderão ser escolhidos como relator do caso os deputados Alexandre Leite (União-SP), Júlio Delgado (PV-MG) e Vanda Milani (Pros-AC).

Após a definição da relatoria, que ocorrerá por meio de sorteio, será dado prazo de dez dias para que um parecer preliminar seja apresentado, apontado pelo prosseguimento da apuração ou arquivamento da mesma.

Ano passado, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão nos municípios de Maranhãozinho – que já foi administrado por Josimar – Carutapera, São Luís e Zé Doca – este último gerido por Josinha Cunha, irmã do pré-candidato ao Governo e que também pertencente aos quadros liberais.

As investigações apontam que a relação de parentesco e ligações pessoais do deputado com prefeitos e secretários municipais da região fazem parte da estratégia usada para o desvio de recursos em áreas como saúde e infraestrutura.

Em dezembro de 2020, o deputado foi alvo da Operação Descalabro, que apura suposto esquema criminoso no Maranhão voltado para o desvio de recursos públicos, da área da saúde, por meio do direcionamento de licitações.

Estima-se, segundo inquérito da PF, que a fraude pode ter gerado prejuízo de R$ 15 milhões aos cofres públicos.

À época, Josimar classificou o trabalho da Polícia Federal como perseguição política.

Já no mês de outubro de 2021, o deputado foi alvo de uma operação do Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão, que visou combater fraudes licitatórias em Prefeituras do Estado.
Batizada de “Maranhão Nostrum”, a operação foi resultado de uma investigação instaurada pelo Gaeco, em 2018, para apurar possíveis fraudes em processos licitatórios para contratação da empresa Águia Farma Distribuidora de Medicamentos Ltda nos municípios maranhenses de Araguanã, Carutapera, Centro do Guilherme, Maranhãozinho, Pedro do Rosário e Zé Doca entre os anos de 2014 a 2018, período no qual foi movimentado o montante de R$ 159.745.884,37 originado de contratos administrativos pactuados entre as empresas investigadas e os Municípios relacionados.

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