Grupo CCR arremata em leilão aeroportos de São Luís e Imperatriz

O grupo CCR e a operadora francesa Vinci foram os vencedores do leilão de aeroportos desta quarta-feira (7). A CCR foi o destaque: a companhia levou o Bloco Sul, que era o mais atrativo do dia, e o Bloco Central, ambos com lances bastante acima dos segundos colocados. A Vinci surpreendeu e levou o Bloco Norte.

O leilão de 22 aeroportos federais foi realizado nesta quarta-feira, na sede da B3, em São Paulo. Ao todo, o governo arrecadou R$ 3,3 bilhões na disputa, que deverá gerar R$ 6,1 bilhões de investimentos nos próximos 30 anos.

A CCR venceu a disputa pelo Bloco Sul com um lance de R$ 2,128 de outorga, que representou um ágio de 1.534% em relação ao valor inicialmente fixado pelo edital. A disputa já era esperada, mas o resultado superou a meta do governo.

Além do grupo, participaram da concorrência outros dois interessados: o consórcio Infraestrutura Brasil Holding 12.

O vencedor do lote deverá fazer R$ 1,8 bilhão de investimentos ao longo dos 30 anos de concessão. A receita projetada é de R$ 3,6 bilhões.

O Bloco Central inclui seis aeroportos: Goiânia (GO), Palmas (TO), Teresina (PI), Petrolina (PE), São Luís (MA) e Imperatriz (MA).

O grupo francês Vinci surpreendeu e venceu a disputa pelo Bloco Norte de aeroportos com um lance de R$ 420 milhões de outorga, que representou um ágio de 777,47% em relação ao valor inicialmente fixado pelo edital. A participação da companhia não era esperada pelo governo.

Além do grupo, participou da concorrência o consórcio Aero Brasil, que ofertou R$ 50 milhões (ágio de 4,46%) — o proponente teve a oportunidade de aumentar seu lance em disputa por viva-voz, mas não elevou a oferta.

O contrato de 30 anos conquistado pelo grupo prevê investimentos de R$ 1,48 bilhão e receitas de R$ 3,6 bilhões ao longo da concessão.

O lote, que era apontado como o mais desafiador do leilão de hoje, inclui sete aeroportos. São eles: Manaus (AM), Tabatinga (AM), Tefé (AM), Rio Branco (AC), Cruzeiro do Sul (AC), Porto Velho (RN) e Boa Vista (RR).

Com informações do Valor Econômico

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