Empreendimento de Carlos Madeira diz que vai processar organizadores de live que gerou aglomeração

A diretoria do Val Paraíso, Parque Aquático localizado no município de Paço do Lumiar, na região metropolitana de São Luís, divulgou nota, agora a pouco, afirmando que adotará as medidas judiciais cabíveis em relação a organização de uma live da cantora Mara Pavannely, realizada no espaço ontem à noite, e que se transformou em um show promovedor de aglomeração, situação que está proibida como forma de prevenir a proliferação do Novo Coronavírus (Covid).

O empreendimento, que pertence a família do ex-juiz federal Carlos Madeira, pré-candidato a prefeito de São Luís pelo Solidariedade, disse que apenas cedeu a área para realização do evento.

O secretário estadual de Saúde, Carlos Lula, em postagem nas suas redes sociais, garantiu que o Parque Aquático será autuado e multado.

Abaixo, leia a nota:

No Valparaiso foram feitas mais de 20 lives solidárias, todas realizadas por produtores e pelos próprios artistas, que ficavam responsáveis pela logística e pelos cuidados sanitários envolvendo a captação das imagens. Em todas as vezes, em razão de serem eventos solidários, cedíamos o espaço gratuitamente. O Valparaiso não alugou espaço, não ganhou dinheiro algum e não teve participação em eventuais lucros.

Ao contrário, teve custos com internet, com energia elétrica e com funcionários da parte técnica. O Valparaiso cedeu o espaço para apoiar artistas e pessoas que se propunham a fazer ações solidárias.

No caso da live da Mara Pavanelly, o jornalista Luís Cardoso solicitou o espaço e o Valparaiso, mais uma vez, cedeu. Havíamos cedido antes para o mesmo jornalista fazer uma live de um outro artista, Bruno Shinoda, que cumpriu as regras sanitárias quando da sua realização.

Na live de ontem, da artista Mara Pavanelly, não havia ninguém da Diretoria no local, mas apenas funcionários da área técnica. O acesso de pessoas ficou sob controle total dos produtores, ou seja: cabia a eles permitir ou negar acesso de pessoas ao local.

Assim como a sociedade ludovicense, a diretoria e gerência tomou conhecimento de vídeos já durante a madrugada e encarou com perplexidade e incredulidade o que havia se tornado a live solidaria.

Ou seja, o realizador da live, descumprindo regras sanitárias mínimas, levou convidados para assistirem a live e, infelizmente, promoveu aglomerações.

Quando ciente, a Gerente Geral da empresa comunicou que chegou ao local e que a live já havia encerrado, em torno de meia-noite.

A Secretaria de Saúde tem total razão; o Departamento Jurídico da empresa vai cuidar do assunto. Pedimos sinceras desculpas à sociedade maranhense e registramos que iniciamos contato com a produção da live para entender os motivos da mudança do formato do evento.

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