Alema deve instaurar CPI para apurar possíveis arbitrariedades praticadas por delegado de Vargem Grande

A Assembleia Legislativa, através da sua Comissão de Segurança Pública, deve instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito com o objetivo de apurar possíveis arbitrariedades praticadas pelo delegado da Polícia Civil do município de Vargem Grande, Pedro Adão.

Nesta quarta-feira (09), o policial seria ouvido pelos membros da referida Comissão acerca de um caso de suposto abuso de autoridade cometido contra o ex-vereador e comunicador Toninho Abreu.

Pedro Adão não compareceu à oitiva, convocada pelo deputado Dr. Yglésio (PDT), membro da Comissão que, diante da falta do convocado, anunciou que vai propor a instalação da CPI para apurar as possíveis arbitrariedades cometidas pelo delegado.

“Nós viemos acompanhar a exposição daquilo que consideramos atos abusivos do delegado Pedro Adão. Lamentamos o fato de ele não ter comparecido na oportunidade para se explicar aos deputados e ao povo do Maranhão”, afirmou o presidente da Casa, Othelino Neto (PC do B) que considerou a ausência do delegado uma falta de respeito com o Poder Legislativo.

“A partir, principalmente, da ausência sem explicação e sem justificativa legal do delegado, vamos apreciar quais serão as novas providências que tomaremos, para garantir que atos arbitrários não continuem acontecendo, porque isso não é bom para o Maranhão e para o Estado Democrático de Direito”, completou Neto.

Durante a reunião, que contou ainda com a participação dos deputados Rafael Leitoa (PDT), Felipe dos Pneus (PRTB) e Adriano Sarney (PV), além de familiares e do advogado de Toninho Abreu, o deputado Dr. Yglésio apresentou vídeos que mostram o apresentador sendo agredido e tendo o seu celular tomado por um agente público que participava da operação.

“Nós recebemos uma série de denúncias nas redes sociais de pessoas incomodadas com a situação e com o clima de terror que se instaurou em Vargem Grande, por conta da atuação arbitrária do delegado Pedro Adão. A Assembleia Legislativa, enquanto representação máxima do povo do Maranhão, não poderia se furtar a acompanhar essa situação”, assinalou o pedetista.

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