Cézar Bombeiro defende posição da Câmara Municipal sobre requerimentos de vereadores não atendidos pelo Executivo

O vereador Cézar Bombeiro foi entrevistado na última quinta pelo jornalista Roberto Fernandes, na Rádio Mirante, ocasião em que falou sobre um assunto que prejudica consideravelmente vereadores, principalmente os que se posicionam em favor dos interesses coletivos.

Defende que o Poder Legislativo Municipal precisa se posicionar sobre a questão dos requerimentos, principalmente com pedidos de serviços para os bairros de São Luís, que geralmente não são atendidos pelo Poder Executivo. Disse ,ainda, que como são poderes independentes e que precisam ser interagidos, um deve atender o outro na mesma proporção em que o Executivo precisa do Legislativo, diz o vereador.

Diante da lamentável realidade, tenho a preocupação de levar cópias dos requerimentos aprovados no plenário do legislativo municipal, para que as comunidades tenham a devida informação de que o vereador faz a sua parte e quem não honra com o compromisso é a prefeitura de São Luís, afirmou Cézar Bombeiro.

“A minha atuação parlamentar é pautada principalmente pelas sérias carências da nossa população e tenho me concentrado nos pilares da infraestrutura , saúde, educação e saneamento. Quanto a questão da regularização fundiária é uma luta iniciada há mais de 10 anos e que como líder comunitário tenho documentos de solicitações às autoridades, inclusive feito ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior, durante o seu primeiro mandato em que tenho resposta sobre a inviabilidade de regularizar posses centenárias”.

“ Tive o privilégio de realizar na Câmara Municipal, uma das mais concorridas audiências públicas sobre regularização fundiária com a presença de autoridades das esferas federal, estadual e municipal e a presença de lideranças de comunidades que estão dispostas a tudo em defesa dos seus patrimônios. Já apresentei uma indicação ao governador Flavio Dino para que através do Iterma faça uma regularização fundiária bastante ampliada em nossa capital, inclusive resolvendo pendências com órgãos federais. Comunidades como a Liberdade, Camboa, Fé em Deus, Monte Castelo, Alemanha e Vila Palmeira, os posseiros não podem vender imóveis e nem conseguir empréstimos bancários por não terem os títulos das terras que ocupam”

“O meu posicionamento na Câmara Municipal é votar favorável a todos os projetos que visem os interesses da população independente de autoria, tendo afirmado ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior, em uma oportunidade em que conversei com ele. Tenho sido bastante cobrado pela comunidade da Liberdade, sobre as obras abandonadas pela prefeitura da Quadra do Japão, em que a empreiteira aplicou calote em vários trabalhadores e ainda desapareceu com documentos deles. Tenho feito esforços e como membro de uma comissão da Câmara Municipal estive na Caixa Econômica, que tem mais de 200 mil reais para dar continuidade a obra, mas depende de prestação de contas dos repasses já feitos”

“Sou sindicalista há 28 anos e defendo em qualquer circunstância os trabalhadores. Como agente penitenciário e presidente licenciado do Sindicato da Categoria e diretor da Fenaspen, não posso jamais deixar de lutar com os companheiros. A categoria está insatisfeita com a discriminação que o governo fez, estabelecendo salários maiores para os agentes policiais civis em relação aos penitenciários”.

“Outro fator sério que sou totalmente contra, o tratamento que o Sistema Penitenciário dá aos agentes temporários. Eles têm curso superior, foram treinados e capacitados no uso de armas leves e pesadas, mas dentro da instituição são altamente discriminados. Não recebem adicional noturno e nem risco de vida, muito embora as suas vidas estejam em risco todos os dias. O pior é que sem porte de arma ficam a mercê da bandidagem e recentemente um foi assassinato e outro que por milagre escapou da morte. Quando defendo concurso público, entendo que os que já exercem a profissão têm mais de 80% de serem aprovados”

“A questão da Guarda Municipal é um problema sério e que a Prefeitura de São Luís vai ter que resolver. Os guardas municipais é que comprovam as suas fardas, treinados são pagos por eles e não dispõe de pelos uma bicicleta para locomoção. No próximo dia 18 iremos realizar uma audiência pública no plenário da Câmara Municipal para se discutir uma solução para o sério problema. Ele pode perfeitamente ser força auxiliar da Policia Militar”.

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