Prefeitos da região Tocantina são investigados por nepotismo e acusados de empregar fantasmas

Os prefeitos Assis Ramos (Imperatriz), Ivanildo Barbosa (Davinópolis), Geraldo Braga de Sousa (Governador Edison Lobão) e Karla Batista Cabral (Vila Nova dos Martírios), cujos municípios estão localizados na região Tocantina do Maranhão, estão sendo investigados pelo Ministério Público acusados de prática de nepotismo e de empregar funcionários fantasmas nas suas respectivas gestões.

Um total de 92 ações, referentes as quatro cidades, estão tramitando na Vara de Fazenda Pública, incluindo outras ações nas quais ex-gestores já foram condenados.

De acordo a promotora de Defesa do Patrimônio Público e da Ordem Tributária, Nayma Abas, muitos desses processos se referem a crimes contra a administração pública.

Este ano, somente em Imperatriz, governada pelo delegado da Polícia Civil licenciado, Assis Ramos, 19 servidores foram exonerados por nepotismo após as investigações comprovarem a nomeação de parentes de secretários e vereadores em cargos na prefeitura.

Estão sendo investigados na 1ª comarca de Promotoria de Justiça Especializada 40 processos administrativos que possuem denúncias de servidores fantasmas e com cargos comissionados nomeados em diversas secretarias sem respectivas portarias.

O Ministério Público recomendou aos quatro prefeitos que criem uma página no Portal da Transparência.

Apesar da criação, o órgão continua recebendo denúncias sobre omissão de dados ou incompatibilidade de informações com relação à folha de pagamento.

Por conta do acúmulo de denúncias em outros estados, o MP está buscando parcerias com órgãos para instaurar novas ações com o cruzamento de informações.

“Por conta de estarmos em uma região com uma convergência muito grande de municípios de três estados com distancias muito pequenas, nós também solicitamos a folha de pagamento de municípios do Pará e do Tocantins para que a gente possa cruzar. Há muitas denúncias de servidores, principalmente na área de saúde e educação que acumulam cargos no estado do Tocantins e do Pará e que estão em situação ilegal”, explicou a promotora.

Com informações do G1 Maranhão

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