Agressor da própria mãe, Roberto Elísio é denunciado pelo MP

Ele responderá na Justiça pelos crimes de tortura, maus tratos, apropriação indébita e retardamento na prestação de assistência à pessoa idosa.

O promotor de Justiça José Augusto Cutrim, titular da Promotoria de Defesa do Idoso, encaminhou à Justiça denúncia contra o bacharel em Direito Roberto Elísio Coutinho Freitas, de 51 anos.

Ele foi denunciado pelos crimes de tortura, maus tratos, apropriação indébita e retardamento na prestação de assistência à pessoa idosa.

Preso desde o mês passado no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, Elísio ficou conhecido nacionalmente depois que vídeos nos quais ele aparece agredindo a mãe, a professora aposentada da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Joseth Coutinho Freitas, de 84 anos, vazaram em grupos de mensagem e redes sociais de São Luís.

Augusto Cutrim afirmou que as agressões contra a mãe vinham sendo cometidas pelo acusado há cerca de vinte anos.

Segundo o promotor, Elísio expôs a integridade física e psíquica da vítima, submetendo-a a condições desumanas e degradantes, ao privá-la de cuidados indispensáveis, quando tinha o dever de fazê-lo, pois, além de filho, morava com a idosa, tratando-a de forma prejudicial ao seu bem-estar e à saúde, mediante agressões físicas e verbais, de modo que, ainda, retardou e deixou de prestar assistência à saúde da vítima.

Ainda de acordo com Cutrim, o filho também se apropriava dos proventos da mãe, que é professora aposentada e recebe uma pensão desde a morte do marido.

Na denúncia, Cutrim apresentou um contracheque da aposentada, em que o valor líquido é menor que um terço do bruto “em razão de descontos relativos a empréstimos e adiantamento de gratificação natalina consignados em folha de pagamento, que somados ultrapassam R$ 15 mil.

“Desde quando seu genitor faleceu, no ano de 1999, o denunciado Roberto Elísio Coutinho de Freitas, aproveitando-se inicialmente da confiança, depois do estado de saúde fragilizado de sua mãe e do fato de ser filho único, deixou de trabalhar e passou a apropriar-se dos proventos da idosa, dando-lhes aplicação diversa, ao não os destinar aos cuidados necessários à vítima”, destacou.

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