“Matéria não pode ser aprovada no afogadilho”, avalia Marcial Lima sobre projeto que liquida a Coliseu

No início do mês, o editor do blog, no texto cujo título foi “A postura coerente de Marcial Lima”, mostrou a forma responsável com a qual o vereador Marcial Lima (PEN) vem conduzindo seu mandato como representante do povo de São Luís.

Na ocasião, foi abordado o posicionamento correto de Lima, que faz parte da base de apoio do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), em não aprovar um projeto de lei, de autoria do Executivo Municipal, na pressão, no chamado afogadilho.

Pois bem. Continuando a usar de coerência, Marcial defendeu um maior aprofundamento sobre um projeto de lei, também de autoria do Executivo, que liquida e extingue a Companhia de Limpeza e Serviços Públicos de São Luís (Coliseu).

A matéria foi colocada em votação pela Mesa Diretora da Câmara na sessão de ontem.

Porém, alguns vereadores, dentre eles Marcial, avaliaram ser necessária uma discussão mais ampla com o objetivo de dirimir toda e qualquer dúvida acerca dos possíveis benefícios e malefícios.

“Não se tratava unicamente de aprovar o projeto. Existem dúvidas sobre essa matéria, que chegou recentemente a esta Casa. Faltam informações, sobre as quais ainda não tivemos as devidas respostas”, afirmou o parlamentar.

“O caso está ficando conturbado. Esse projeto de lei está sendo conduzido com uma velocidade exagerada e consequentemente atropelando o regimento interno e o rito que sempre pautou as matérias na Câmara. Senão vejamos: o protocolo de recebimento da mensagem data de 09 de maio; os vereadores receberam informações somente dia 24 de maio, depois do pedido de vista do vereador Estevão Aragão; e a apenas cinco dias da sessão para apreciação e votação, como se os vereadores tivessem somente esse tema pra se debruçarem, ou pior, como se eles não a precisassem conhecer, apenas aprovar”, completou.

Diante do posicionamento de Lima e de outros vereadores, o presidente da Câmara, Astro de Ogum (PR), suspendeu a sessão de ontem e convocou para esta quarta-feira (31) uma nova apreciação sobre a matéria.

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