A postura coerente de Marcial Lima

Coerência, na maioria esmagadora dos casos, é um artigo de luxo e raro no campo da política.

Mas em algumas situações é possível encontra-la. Foi o que ocorreu ontem na Câmara Municipal de São Luís.

Os vereadores em plenário aprovaram, em caráter de urgência, projeto de lei, de autoria do Executivo Municipal, que criou 15 novos cargos comissionados, com salários variando entre R$ 5 mil a R$ 9 mil, ligados à Secretaria Municipal de Projetos Especiais. Estes profissionais irão trabalhar em ações direcionadas ao Centro Histórico.

Dos parlamentares presentes, apenas Marcial Lima (PEN) e Estevão Aragão (PSB) votaram contra.

Os demais, inclusive vereadores que hoje fazem oposição ferrenha ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), dentre eles Marquinhos (DEM), votaram a favor.

Aragão é oposição declarada ao governo municipal já faz algum tempo. Portanto, mais do que natural o seu voto contrário.

Mas Marcial Lima não. O seu partido faz parte da base de apoio do prefeito e o seu presidente, Jota Pinto, integra o secretariado do pedetista.

Mesmo possuindo ótimo relacionamento com Edivaldo, Marcial executa um mandato independente e popular. Ele vem trabalhando em várias frentes no sentido de obter benefícios para os moradores da capital, inclusive cobrando da prefeitura e do governo do estado ações mais eficazes em vários setores – reveja Aqui, Aqui, AquiAqui e Aqui.

E ao justificar o seu voto contrário ao projeto, mostrou, mais uma vez, de que lado do rio está.

“O projeto chegou às 10h no meu gabinete. Ou seja, eu e os demais vereadores não tivemos tempo de discuti-lo. Sou contra este tipo de ação. O Município possui técnicos qualificados, e que fazem parte do seu quadro efetivo, que poderiam ser destacados para realizar este trabalho parceiro com o IPHAN, um órgão que vem perdendo crédito junto a população de São Luís. Estes novos cargos gerarão um déficit de mais de um milhão ao ano. A prefeitura alega enfrentar uma grave crise financeira. Os setores da saúde e educação passam por sérios problemas. Portanto, diante deste cenário, não poderia ser favorável a essa proposta. Seria um contrassenso”, afirmou.

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