Lava Jato: Acusado de receber R$ 5,5 milhões, Lobão era chamado de Esquálido pelo setor de propina da Odebrecht

O senador maranhense Edison Lobão (PMDB) foi acusado por executivos e ex-executivos da Odebrecht, nas delações que resultaram na abertura de uma nova fase de investigações da operação Lava Jato, de ter recebido R$ 5,5 milhões em propina relacionados às obras de concessão das usinas do projeto Madeira.

O ex-ministro de Minas e Energia era identificado pelo setor de Operações Estruturadas da empreiteira – leia-se setor de propina – pelo apelido de “Esquálido”, que aparenta desnutrição em alto grau; pálido; depauperado; magro; macilento.

Em depoimento, o delator Henrique Serrano do Prado Valladares fez a seguinte denúncia contra Lobão: “Segundo o Ministério Público, narra o colaborador que o Grupo Odebrecht sagrou-se vencedor em processo licitatório atinente à Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, sendo que a empresa Tractebel-Suez venceu processo licitatório envolvendo a obra da Usina Hidrelétrica de Jirau, ambas integrantes do Projeto Madeira. Nesse contexto, ocorreu o pagamento de R$ 5.500.000,00 (cinco milhões e quinhentos mil reais) em favor do Senador da República Edison Lobão, com o objetivo de interferir junto ao governo federal para anulação da adjudicação da obra referente à Usina Hidrelétrica de Jirau. Tal repasse foi implementado por meio do Setor de Operações Estruturadas e registrado no sistema “Drousys”, identificando-se o beneficiário pela alcunha “Esquálido”.

A defesa do senador afirmou que “é bom que as informações venham a público para que ele possa se defender”.

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